Tutorial 02 - Pensi - 24/02/2015
Há limites para a valorização do corpo na sociedade contemporânea?
Os padrões de beleza impostos pela mídia idealizam quase sempre os mesmos estereótipos, embora seja notório o grande número de culturas e etnias pelo mundo. Por conta de tanta exposição, as pessoas buscam cada vez mais atingir esses níveis de "perfeição" para serem reconhecidos como "bonitos" e estarem dentro dos padrões.
Entretanto, a interminável busca pela impecabilidade pode gerar transtornos psicológicos, onde não há um limite para intervenções, até mesmo cirúrgicas. Casos como do Ken e Barbie humanos são exemplos de imaturidade para com o corpo.
Além de cirurgias, há também a obsessão em exercícios físicos. Com a popularização das redes sociais houve, consequentemente, a ampliação do espaço da mísia, e por isso o estilo de vida "Fitness" tem ganhado notoriedade. O problema, no entanto, é quando não se buscam os meios saudáveis e há o uso de anabolizantes, ou então a atividade intensa e a crença em produtos "milagrosos". A mídia, visando estimular o consumo, incentiva até mesmo crianças a participar desse meio. Um exemplo disso foi a "blogueira teen" Anna Clara Mansur, de apenas nove anos, que mostrava sua rotina na academia. Embora o conceito de seleção natural tenha como princípio que os indivíduos aparentemente saudáveis sejam mais atraentes, a sociedade evoluiu, e é possível ser saudável sem ter um corpo perfeito.
Entretanto, não é só no meio das redes sociais que há a influência da mídia. Revistas, jornais, propagandas e a indústria da moda incitam que somente um padrão seja aceito. Segundo o filósofo Michael Foulcault, tal conduta de padronização pode ser caracterizada como uma imposição que a sociedade faz aos seres humanos, visando uma aceitação perante à comunidade.
Dessa maneira, é de consenso que, para amenizar os transtornos causados pela demasiada imposição midiática, é necessária a mudança de pensamento gradual da sociedade, começando penas crianças: por meio de palestras, aulas temáticas e projetos pedagógicos a aceitação deve ser ensinada. Além disso, projetos como "O atlas da beleza" onde a fotógrafa Michaela Noroc mostra que não há um só tipo de beleza, também devem ganhar maiores proporções, por causa da essência e a lição que querem mostrar. Limites em propagandas também devem existir, pois a publicidade deve ser fiel à realidade. Somente dessa forma teremos uma sociedade íntegra e capaz de aceitar todas os tipos de beleza, livre de preconceitos.
NOTA: 960
Competência 1: 200
Competência 2: 200
Competência 3: 200
Competência 4: 160
Competência 5: 200
Comentários:
onde apenas quando referente de lugar
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