domingo, 3 de maio de 2015

Consumismo infantil, de quem é a culpa desse sério problema?

Prova Global - 1ª etapa.



         É notório que os avanços tecnológicos não se restringem apenas aos adultos. A mídia de massa a cada dia traça novas estratégias para atingir ao público infantil - como, por exemplo, comerciais nos intervalos de programas infantis -, que se deixa influenciar com facilidade.
         As crianças de hoje já não são mais como as descritas na música "Fazenda", de Milton Nascimento, ou até mesmo como o "Menino Maluquinho", personagem de Ziraldo. Hoje, elas preferem gastar horas navegando na internet ou jogando em tablets, celulares. Até os brinquedos já não são mais os mesmos, pois a boneca que troca de roupa apenas ao apertar de um botão é mais atraente que a simples e antiga boneca de pano.
         Além disso, há certa discriminação até no próprio meio de convívio. As crianças que não tem um celular de última geração se sentem excluídas das demais. Ou seja, o aparelho nem sempre é necessário; os pequenos pedem só pela gratificação de serem aceitos por possuírem tal objeto.
        Os pais, muitas vezes não cientes do problema , cedem aos desejos dos filhos. Ora, proporcionar aquilo que nem eles mesmos tiveram na infância deveria ser algo bom. O problema é quando isso sai do controle e os pais se tornam reféns dos filhos, os quais não medem esforços para ganhar o tão desejado lançamento que custa um terço do salário mínimo.
        Portanto, é de consenso que os pais devem não só permanecerem atentos, mas também devem dizer "não" aos  filhos, porque dessa maneira, limites são impostos. Não se pode controlar a mídia, mas quem escolhe o que as crianças terão, são os pais. Dessa forma, pais também podem incitar as crianças a brincar fora do mundo virtual, pois no futuro, além de boas histórias para contar, elas não se arrependerão do tempo perdido. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário